p No final da década de 1950, Augusto Boal e seus companheiros do Teatro de Arena revolucionaram na encenação, no repertório, na atuação, nos figurinos, na relação com o público o que se entendia por arte teatral no Brasil. Um dos pontos básicos desse novo modo de encenação era tornar o espectador parte ativa do que acontecia no palco. Com intenção abertamente política, em consonância com as promessas democratizantes do desenvolvimentismo barradas pelo golpe de 1964, foi a origem do que Boal chamou mais tarde de em espect-ator /em : todo mundo atua, age, interpreta. Somos todos atores. Até os atores! . Em 1971, após ser preso e torturado, o teatrólogo parte para um longo exílio, percorrendo o mundo e difundindo suas ideias nas mais variadas situações, inclusive entre pessoas comuns, em lugares comuns como ruas e praças. A suma de todas essas experiências está nas dezenas de exercícios teatrais deste em Jogos para atores e não atores /em . /p p Muito além das fronteiras do teatro profissional, este repertório de técnicas é utilizado hoje em atividades como a psicoterapia, a educação e a formação política. Até 2008, em Jogos para atores e não atores /em foi constantemente atualizado e, em 2013, a edição alemã incorporou todos os acréscimos feitos por Boal para outras versões europeias, estabelecendo um texto final, aqui adotado. O presente volume inclui textos inéditos em português reunidos em apêndice, constituindo a versão mais completa entre as que circulam atualmente em diversas línguas. /p
Peso: | 564 g. |
Páginas: | 416 |
ISBN: | 9786555252255 |
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