Considerado, em 2020, um dos melhores livros em espanhol pelo New York Times. Da vencedora do Prêmio Pulitzer 2024 na categoria Memórias ou Autobiografia. Indagar sobre a nossa própria origem é abrir portas para muitas perguntas e para silêncios e respostas inesperadas que às vezes provocam uma reviravolta na memória. Em Autobiografia do algodão, Cristina Rivera Garza remonta os passos daqueles homens e mulheres que habitam seu passado familiar, operários e camponeses que cultivaram a terra que hoje constitui a fronteira entre Tamaulipas (México) e Texas (Estados Unidos), uma região que alcançou prosperidade econômica, social e cultural graças ao plantio de algodão. Após o fracasso do sistema, aqueles camponeses algodoeiros deixaram seu espaço, antes símbolo de progresso, hoje ocupado pela chamada guerra contra o narcotráfico. Este é um romance repleto de imagens e camadas, um muito bem-sucedido amálgama de gêneros, um emocionante exercício de investigação e reescrita. É, sobretudo, um convite para relembrarmos a história de nossos avós, para nos reencontrarmos e nos desencontrarmos com isso a que chamamos território. 'No léxico de Cristina Rivera Garza a literatura é feita de forma solidária, e não solitária. A diferença, de apenas uma letra, é imensa. Defensora da escrita como prática comunal em vez de pessoal, a grande escritora mexicana compreende que palavras nunca são inéditas, e as histórias não pertencem a quem as escreve, mas à comunidade e ao território por onde circulam. E quem sabe há quanto tempo.' Joca Reiners Terron
Peso: | 410 g. |
Páginas: | 336 |
ISBN: | 9786559284009 |
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